
Sobre Nós
O Coletivo Cultural Esperança Garcia nasceu em 2009, na zona norte de São Paulo, a partir da observação de um grupo de mulheres negras, nos espaços culturais em que atuavam, onde, viram a necessidade de se unirem em busca de protagonismos em ações culturais.
Como forma de iniciar uma mudança nesse cenário, elas procuraram um local para servir de casa de ideias e ações, nesse sentido conheceram o Morro Estância Jaraguá que é uma comunidade matriarcal, cuja população em sua maioria é formada por mulheres chefes de famílias, mães solo.

História
Neste local, foi criado o Quilombo da Parada e a partir daí demos início a uma série de encontros com a comunidade para perceber quais as realidades daquela população. Após a pesquisa, foi dado início a um plano de trabalho por melhores condições de vida com formações, saraus, oficinas, cursos, educação ambiental, visitas guiadas a outros locais históricos, criação de fanzines como forma de mídia criativa de comunicação e as mais diversas intervenções, com o intuito de contribuir com as reflexões, discussões e práticas sobre a significação das vidas femininas, pretas e periféricas na história e na atualidade.
O coletivo ganhou corpo com 06 mulheres lideranças e se tornou Instituto Esperança Garcia Educação, Arte e Cultura. A escolha do nome resgata a história de Esperança Garcia, mulher negra, escravizada, alfabetizada e que, devido aos maus tratos sofridos pela sua condição de escrava no final do século XVIII, elaborou uma carta denunciando as violências ao governador da Capitania, sendo assim, considerada a primeira advogada do Brasil (Conheça-a na Seção Esperança Garcia).
A luta pelos nossos direitos são a base de nossa vontade e o conhecimento é o caminho.
Institucional

Presidente | Gestão e Articulação de Parcerias
KAMBANDÔ - Juliana Ignácio Balduino
Mãe de Ayana Luz, Doutora em Artes pelo Instituto de Artes da UNESP, especialista em Educação e Promoção da Igualdade Racial na Escola pela UFOP-MG e licenciada em Letras – Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela PUC-SP. Desde 2022, é membra ad hoc do Joint Office UNESCO-SOST Transcriativa, da Cátedra de Barcelona – UPC.
Pesquisadora ritualista, atua nas interfaces entre ancestralidade, arte, espiritualidade e educação. Em 2026, é professora convidada do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Artes da UNESP. Em 2025, desenvolveu a metodologia ReEncantar para Educar, uma proposta artístico-pedagógica que articula esses campos do conhecimento por meio de experiências com mestras e mestres de saberes do território nas universidades.
É fundadora do Instituto Esperança Garcia – Educação, Arte e Cultura (2019), da Escola de Artes na Mata Atlântica Quilombo da Parada (2015) e da Afroteca Comunitária Susana de Paula, iniciativas localizadas na zona noroeste de São Paulo e dedicadas à educação, às artes, à cultura, à promoção da leitura e à democratização do acesso ao livro e Políticas Públicas para o Bem Viver.
Em 2025, recebeu o Prêmio Luiza Mahin, concedido pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial da Prefeitura de São Paulo, em reconhecimento a mulheres comprometidas com a valorização da cultura negra e com a luta antirracista. No mesmo ano, foi contemplada com o Prêmio Egressa Destaque da UNESP, na área de Ciências Humanas.
Em 2026, recebeu a Homenagem de Mestra do Cuidado, concedida pela Frente Parlamentar Conjunta da Política de Cuidado, por iniciativa da vereadora Marina Bragant e da deputada estadual Marina Helou, na Câmara Municipal de São Paulo.
Sua trajetória reúne pesquisas e práticas voltadas às ancestralidades negras, aos saberes afrodiaspóricos, à memória, à vida comunitária, à espiritualidade e ao inventário vivo como metodologia de criação, formação e transmissão de conhecimentos. É coautora do livro Mulheres Criativas, da Série Mulheres, publicado pela Editora Leader.

Vice-Presidente | Gestão e Articulação de Parcerias
Madevi Murti
É educadora social e terapeuta ayurveda, com atuação desde 2012. Desde 2010, facilita Rodas de Conversa voltadas ao acolhimento do feminino, especialmente mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência, incluindo mulheres transgênero, com foco no Autocuidado, Autoconhecimento, escuta ativa e valorização da oralidade.
Artivista comprometida com as práticas integrativas e o cuidado comunitário, atua como terapeuta ayurveda no enfrentamento dos efeitos nocivos do racismo sobre a saúde da população negra, unindo saberes ancestrais e práticas de cura de base contra colonial.

Diretora Financeira e Conselheira Ambiental
Gabriela Ribeiro Arakaki (Gabu)
É mãe de Juçara (11 anos) e Janaína (9 anos). Conselheira socioambiental do Instituto Esperança Garcia. Atualmente coordena o Projeto “Educação Baseada na Natureza” , iniciativa do UNICEF Brasil com implementação do Instituto Alana. Co-fundadora da organização Formigas-de-Embaúba que realiza o plantio participativo de mini florestas em escolas públicas onde também exerceu a função de coordenadora pedagógica. Atua há mais de 20 anos como educadora e facilitadora de processos de criação coletiva de projetos sobre temáticas socioambientais em escolas e comunidades. Co-autora na obra “Conhecer e Transformar – projetos integradores” , e foi Coordenadora de Projetos no Instituto 5 Elementos e no Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA), além de ter atuado como professora de geografia da rede municipal de educação de São Paulo. Graduada em Geografia pela Universidade de São Paulo.
Quem faz

Nayú Araú

Evellyn Efeito Terra
Quem chegou

Jhunior Amaral

Raquel Almeida

Sabrina Tavares
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G. Lekan

Sofie
Parcerias
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